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Gestão Financeira Rural

Como calcular o custo de produção do café

Por Victor Conde3 min de leitura
Como calcular o custo de produção do café — Inova Agro

Para calcular o custo de produção do café, some todos os gastos da lavoura — insumos, operações de máquina, mão de obra e os custos fixos — e divida pelo que a área produziu para chegar ao custo por saca beneficiada. No café a mão de obra pesa muito, principalmente na colheita, e a lavoura é perene: o investimento se dilui em vários anos de produção. Sem essa conta fechada por talhão, o resultado da safra vira palpite.

Se quiser o panorama completo, veja o guia de gestão financeira rural.

Quem mede, decide.

Custo por hectare e por saca de 60 kg beneficiada

Dois números importam: o custo por hectare (todos os gastos da área dividido pelos hectares) e o custo por saca beneficiada (o total dividido pela produção). O segundo é o que você compara com o preço de venda — se o custo por saca beneficiada passa do preço, a lavoura deu prejuízo, por mais bonita que estivesse.

O que entra no custo do café

Os itens que mais pesam no café são mão de obra da colheita, fertilizante e nutrição da lavoura, defensivos e controle da broca e da ferrugem. Junte a esses os custos de operação das máquinas, a mão de obra e os custos fixos da propriedade. Cada centavo precisa cair no talhão certo — é isso que dá o custo real por hectare.

Vale para produtores de Primavera do Leste, Mineiros, Lucas do Rio Verde e Vilhena e de qualquer outra cidade do agro brasileiro.

Onde a conta do café costuma furar

O furo mais comum é diluir o custo de formação da lavoura ao longo dos anos sem controle. Some a isso não medir o custo da colheita por saca e por talhão e você tem um custo que parece certo no papel e mente na prática. Geada, seca na florada, bienalidade, broca e ferrugem, além da forte oscilação do preço da saca ainda mexem no resultado depois — por isso o custo precisa estar vivo, não fechado só no fim da safra.

Do Cerrado ao Sul, de Santa Catarina e Espírito Santo, a conta que não fecha na planilha fecha num bom controle.

Custo fixo e custo variável

Separe o que varia com a produção (insumos, colheita) do que existe mesmo sem plantar (arrendamento, depreciação, pró-labore). Essa divisão é o que permite entender o custo operacional efetivo (o desembolso) e o custo operacional total (com depreciação), dois olhares que mudam a leitura do resultado do café.

Se este tema interessa, veja ainda custo de produção da mandioca e lavoura do algodão deu lucro, que completam o assunto por outro ângulo.

Tenha esse controle no automático

Se este controle já virou dor de cabeça, existe um caminho mais fácil. A Inova Agro faz sistemas sob medida para tirar esse controle da planilha e ter tudo num sistema que atualiza sozinho. Manda mensagem no WhatsApp e conta o seu caso — o atendimento é direto com quem desenvolve.

Tudo o que você quer saber

Custo por hectare ou por saca de 60 kg beneficiada?
Os dois. O por hectare mostra o gasto da área; o por saca de 60 kg beneficiada mostra o piso do seu preço. A produtividade oscila com a bienalidade — um ano de carga alta e outro de carga baixa — além do trato e do clima na florada.
Como acho o custo por saca de 60 kg beneficiada?
Some todos os gastos da lavoura e divida pela produção total. Esse é o custo por saca beneficiada, o número que você compara com o preço de venda.
Preciso separar por talhão?
Sim. Sem isso, um talhão bom esconde um talhão ruim e o custo médio engana. O controle por talhão é o que revela onde está o resultado.
CEO da InovAI · especialista em sistemas personalizados, automação e IA

Victor Conde é especialista em desenvolvimento de software sob medida, automação e IA, e CEO da InovAI. Ajuda produtores e empresas a substituir controles manuais por sistemas e agentes inteligentes. Converse no WhatsApp.

Conteúdo informativo do blog da Inova Agro, marca de tecnologia de Victor Conde (InovAI), que desenvolve sistemas de gestão sob medida para o agronegócio. As orientações são gerais; cada operação tem suas particularidades.