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Gestão Financeira Rural

Como calcular o custo de produção do arroz

Por Victor Conde3 min de leitura
Como calcular o custo de produção do arroz — Inova Agro

O custo de produção do arroz é a soma de tudo que entrou na lavoura até a colheita, do preparo do solo à saca no caminhão. O arroz irrigado tem no manejo da água e na energia do bombeamento um custo central, além do controle do arroz-vermelho. Fazer essa conta é o que separa quem sabe a que preço precisa vender de quem descobre tarde demais.

Antes de seguir, o guia completo de gestão financeira rural dá o quadro geral do tema.

Produtores de Maranhão, Vale do São Francisco e Mato Grosso conhecem bem essa dor de gestão.

Custo fixo e custo variável

Custo variável sobe e desce com a lavoura; custo fixo você paga de qualquer jeito. Misturar os dois é o erro clássico que faz a conta do arroz não fechar. Separados, eles mostram até onde dá para apertar sem parar de produzir.

Onde a conta do arroz costuma furar

O furo mais comum é o custo de energia da irrigação subir e comer a margem. Some a isso controlar a água e o bombeamento sem medição e você tem um custo que parece certo no papel e mente na prática. Custo de energia da irrigação, frio na floração no Sul e preço da saca pressionado pela importação ainda mexem no resultado depois — por isso o custo precisa estar vivo, não fechado só no fim da safra.

Seja em Palotina, Campo Verde, Lucas do Rio Verde e Paracatu, o desafio de profissionalizar a fazenda aparece do mesmo jeito.

O que entra no custo do arroz

Os itens que mais pesam no arroz são manejo da água e irrigação por inundação, fertilizante e sementes, defensivos e controle do arroz-vermelho. Junte a esses os custos de operação das máquinas, a mão de obra e os custos fixos da propriedade. Cada centavo precisa cair no talhão certo — é isso que dá o custo real por hectare.

Custo por hectare e por saca de 50 kg

Dois números importam: o custo por hectare (todos os gastos da área dividido pelos hectares) e o custo por saca (o total dividido pela produção). O segundo é o que você compara com o preço de venda — se o custo por saca passa do preço, a lavoura deu prejuízo, por mais bonita que estivesse.

Na sequência, faz sentido conferir custo de produção da cana-de-açúcar e orçamento do milho para fechar o controle da fazenda.

Chega de controlar tudo no papel

Se este controle já virou dor de cabeça, existe um caminho mais fácil. A Inova Agro faz sistemas sob medida para conversar direto com quem desenvolve o sistema e adaptar cada tela ao seu jeito de trabalhar. Manda mensagem no WhatsApp e conta o seu caso — o atendimento é direto com quem desenvolve.

As dúvidas mais comuns

Custo efetivo e custo total, qual a diferença?
O efetivo é o que você desembolsa; o total inclui depreciação e custo de oportunidade. Um mostra o caixa, o outro mostra a sustentabilidade do negócio.
Preciso separar por talhão?
Sim. Sem isso, um talhão bom esconde um talhão ruim e o custo médio engana. O controle por talhão é o que revela onde está o resultado.
Custo por hectare ou por saca de 50 kg?
Os dois. O por hectare mostra o gasto da área; o por saca de 50 kg mostra o piso do seu preço. A produtividade do arroz irrigado é alta e estável quando a lâmina de água é bem manejada.
CEO da InovAI · especialista em sistemas personalizados, automação e IA

Sobre o autor: Victor Conde, CEO da InovAI, é referência em automação, criação de sistemas sob medida e Inteligência Artificial aplicada a negócios. Desenvolve agentes de IA e softwares que trabalham sozinhos. Fale com o Victor.

Conteúdo informativo do blog da Inova Agro, marca de tecnologia de Victor Conde (InovAI), que desenvolve sistemas de gestão sob medida para o agronegócio. As orientações são gerais; cada operação tem suas particularidades.