Margem por hectare
A margem por hectare é a receita menos o custo, tudo dividido pela área. É o número que diz qual talhão do café trabalha a seu favor. A produtividade oscila com a bienalidade — um ano de carga alta e outro de carga baixa — além do trato e do clima na florada, então dois talhões com o mesmo custo podem ter margens muito diferentes — e é aí que mora a decisão de onde investir mais.
Safra após safra, o mesmo aperto.
Em Bahia e Minas Gerais, o desafio de profissionalizar a gestão da fazenda aparece do mesmo jeito.
Retorno sobre o custo
O retorno sobre o custo coloca o café na mesma régua de qualquer outro investimento da fazenda. Geada, seca na florada, bienalidade, broca e ferrugem, além da forte oscilação do preço da saca entram nessa conta como risco: um retorno alto que depende de tudo dar certo vale menos que um retorno médio mais seguro.
Do plantio à venda, em cidades como Maringá, Costa Rica, Cruz Alta e Piracicaba, cada dado registrado vira uma decisão melhor.
Comparar talhões e safras
A rentabilidade só vira decisão quando você compara. Talhão contra talhão, safra contra safra, o café contra a cultura que poderia estar no lugar. Não medir o custo da colheita por saca e por talhão é o que impede essa comparação quando os dados estão soltos — organizados, eles contam a história de anos.
Vale ler também sobre custo de produção da canola e rentabilidade do eucalipto — são o outro lado da mesma gestão.
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