Custo fixo e custo variável
Custo variável sobe e desce com a lavoura; custo fixo você paga de qualquer jeito. Misturar os dois é o erro clássico que faz a conta do eucalipto não fechar. Separados, eles mostram até onde dá para apertar sem parar de produzir.
Custo por hectare e por metro cúbico de madeira
O custo por hectare mostra quanto a área consumiu; o custo por metro cúbico mostra o piso do seu preço de venda. A produtividade em metros cúbicos por hectare por ano depende do clima, do solo e do material genético, então a mesma despesa vira um custo por metro cúbico de madeira bem diferente conforme o talhão rendeu.
Vale para produtores de Ponta Grossa, Carazinho, São Gotardo, Uruçuí e Ponta Porã e de qualquer outra cidade do agro brasileiro.
Seja em sudoeste goiano e Santa Catarina, o produtor que tira a gestão do papel larga na frente.
Onde a conta do eucalipto costuma furar
O furo mais comum é diluir o alto custo de implantação ao longo dos anos de ciclo. Some a isso esquecer que o capital fica imobilizado por anos e você tem um custo que parece certo no papel e mente na prática. Ciclo longo que imobiliza capital, incêndio, e o preço da madeira na época do corte ainda mexem no resultado depois — por isso o custo precisa estar vivo, não fechado só no fim da safra.
Na sequência, faz sentido conferir lavoura da canola deu lucro e lavoura do arroz deu lucro para fechar o controle da fazenda.
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